07.07 – Maratona do RJ, desafiadora e encantadora!

O que escrever de uma prova que te desafia? É bem difícil, bastante difícil.
Por isso a demora em relatar como foi correr sozinha os 42.195 metros da Maratona do RJ.

Se treinei? Treinei muito! Todos os treinos deram certo? Todos não, mas a maioria.
A minha planilha foi enviada por e-mail semanalmente com um capricho incrível.
Obrigada Coach Roberto, equipe VEM de BH, por todo treinamento e paciência. Treinamento à distância requer muita confiança. Conseguimos!

Até o momento da largada eu tive a companhia do Brito e Amanda de Recife, amigos queridos e integrantes da minha equipe ACO.RJ.A. Amandinha planejava sair em um ritmo mais forte que o meu e o Brito, ARMARIA PAPAI… dele eu só veria a poeira. kkkk

Meire, minha amiga experiente e agora Comradeira, ficou de correr a prova ao meu lado. Fuéééé, nos desencontramos 🙁 Ela que me acalmou quando contei que quebrei no meu maior longão, disse que tudo ficaria bem por telefone. Mas e agora? Sozinha?

Não era para ser … eu pensava e mentalizava enquanto respirava fundo. 

Foi dada a largada … uiuiui que emoção.

Acompanhei Amandinha nos primeiros metros e desejei mais uma vez que ela fizesse uma excelente maratona … aos poucos a insegurança que existia minutos antes da prova foi embora e se desintegrou totalmente com aquele mundão de corredores.

Corri o tempo todo, incluindo a subida do Joá, e só me poupei pela primeira vez na subida da Niemeyer … onde intercalei corrida e caminhada forte. Eu queria me poupar para correr bem entre o Leblon e Copa.

Arrepiei quando cheguei inteira no Leblon, onde consegui captar e me emocionar com cada grito de incentivo, cada aplauso, cada sorriso, com a voz de uma amiga gritando meu nome e vibrando ao me encontrar no meio da multidão (Oi Fê! :). Eu tive a satisfação de olhar nos olhos de quem torcia, nos olhos de quem simplesmente olhava espantado por ver todos aqueles corredores se acabando de correr no sol quente e eu fiquei feliz por ter energia para correr, para agradecer e para sorrir de volta.

Depois dessa bomba de energia do público eu segui firme rumo a Copa porque ali eu reabasteceria ainda mais o meu coração. Sergio me avistou e eu ganhei um beijo gostoso, comi uma fruta, peguei minha coca salvadora e segui feliz da vida intercalando a partir dali corrida e caminhada … perna completamente travada, ombros cansados, olhos emocionados … só pensava que ali era a minha casa, meu local de treino.

Segui firme, faltava pouco. Suspirei profundamente, eu sabia que ao pasar pelo túnel e avistar o Pão de Açúcar faltaria realmente muito pouco. Estava agora correndo com a Michele, que vocês conhecerão nas fotos abaixo.

– Bora lá guerreiros!!!! Eu ainda tinha forças para gritar e incentivar os demais corredores.

No final eu só sei que o meu sorriso foi incansável, a minha alegria e a minha vontade de chegar ao final também.

Me emocionei demais quando cruzei o pórtico depois de completar os 42km, com a certeza de que essa distância te desafia e te transforma. O choro veio com direito a soluço quando encontrei meu marido, segundos depois de pegar a medalha.
Foto tirada por ele, meu maior incentivador, meu companheiro.
Foi sinistra, foi linda, foi sensacional.
Valeu cada dia de treinamento!
Como agradeci a Deus por ter tido o apoio do Sergio durante todo esse período!

Agradeci também por não ter tido cãibra, náuseas, vontade de desistir, e questionamentos do tipo “o que estou fazendo aqui?”. Eu estava ali de corpo e alma, estava feliz demais.

Eu realmente estava com medo de correr toda essa distância sozinha, mas nesses mais de 42 mil metros eu tive a certeza absoluta de que em uma Maratona você nunca está só. 

Agora carrego comigo a certeza absoluta de que conquistei cada metro e essa linda medalha com meu suor, meu esforço, meu ritmo, sentindo meu corpo e meu cansaço. No final, quando o tal cansaço apareceu, foi o meu coração, minha cabeça, foram os meus passos curtos e firmes e a minha força de vontade me guiaram até a linha de chegada. 

Foi também a certeza de que eu encontraria logo depois do pórtico o homem mais orgulhoso do mundo e receberia dele um abraço gigante, uma emoção que era só nossa e de mais ninguém. Cumplicidade!

Quase igual em Recife, um sol para cada corredor.

Sergio clicou o campeão enquanto me aguardava com uma Coca-cola salvadora.
Que foto linda!

Essa foto foi um presente, uma gentileza sem igual dos meus amigos Roberto e Mayra!
Não existe imagem que melhor represente minha alegria nos kms finais.
O Cristo lá no alto nos abençoando, imagem espetacular!
Obrigada meus amigos, muito obrigada!

Essa daí ao meu lado é a Michele, parceria firmada de Copa até a chegada!
A corrida tem esse poder de aproximar as pessoas e eu acho isso espetacular.

Aqui foi o 2º momento em que avistei o Sergio e iniciei o chororô incansável.
Sério gente, eu parecia a Pucca! Olho arregalado, bocão aberto e um mar de lágrimas.
Duas completas desconhecidas que selaram uma parceria.
Enquanto uma cansava, a outra ganhava fôlego e assim seguimos juntas.
Um abraço bem apertado na chegada e o agradecimento mútuo.

Cadê o cansaço? Completamente endorfinada.
A camisa azul agarrada na minha cintura é minha armadura da equipe ACO.RJ.A!
Chegada … momento de festejar, agradecer, abraçar e chorar …

E durante a Maratona …

– No começo da prova encontrei o André do blog André e o tênis, batemos um papo rápido e cada um seguiu seu ritmo.
 
– Recebi também o apoio de corredores até então desconhecidos, Michele e Cajá de BH. Dois guerreiros! Michele vocês conheceram nas fotos acima, formamos uma dupla dura na queda.
– Já na reta final eu avistei o André do blog 96 pés, gritei seu nome e acenei. Ele voltava para casa a pé depois de encarar a Maratona. 
– Ao cruzar a linha escutei meu nome, era a Laina e o André que conheci nas 24h. Ganhei um abraço apertado e uma foto linda desse casal querido. Amigos, obrigada pelo carinho.



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